No texto intitulado “De quem é esta floresta amazônica, afinal?”, assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que “um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território”.
O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que “ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós”.
“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado
Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou
de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.”
Quem disse isso foi o Cristóvam Buarque, em debate numa universidade americana em 2000. Assim que perguntou sobre a opinião de Cristóvam, o estudante americano logo avisou que queria a resposta de um humanista, e não de um brasileiro. Essa foi a resposta de Cristóvam.
Trechos retirados deste blog.
Com a eleição do Obama já sabemos dos riscos, o mundo inteiro comemora, tomara que continue comemorando ainda por muito tempo e que ele não seja só mais uma máscara. De verdade. Alô econômia e as bolsas fecharam em alta nas eleições. Espero que dê tudo certo.
Eu não tenho outra coisa a dizer, esses países de fora estão simplesmente com inveja da NOSSA Amazonia, e o fato deles não ter cultivado um local, e so queriam saber da urbanização deu nisso !!!
E como eles estão vendo como a Amazonia esta fazendo o Brasil crescer cada dia mais, e bem mais rápido de que alguns países por ai… Eles inventam uma historia dessas !!!
Mas em fim eu acho isso !!!
(acho que não falei nada com nada) ugAYSGuaygsuA
até mais !!!
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A Amazônia sendo ou não patrimônio BRASILEIRO deve ser priorizada e mantida com benefícios à ela e não aos proprietários.
Não vejo muito da resistência hoje acontecendo, afinal, até Bill Gates tem terras aqui.
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Só acho ruim que estão todos colocando muitas expectativas em cima dele e as costas dele já está pesada, né?
Bjitos!
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É… “Internacionalizemos o mundo!” ;*
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Sou da mesma opinião da Lusinha. É muito confete e pouca serpentina. Tenho medo do que pode acontecer com a economia, porque hoje em dia um espirro lá e a gripe chega rapidinho aqui…
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